“Matéria-Prima” é um dos vários projectos em que o contrabaixista Carlos Bica está envolvido, contando com músicos como o pianista João Paulo Esteves da Silva, o guitarrista Mário Delgado, o baterista João Lobo e o trompetista João Moreira. Um dos objectivos do projecto é pôr em prática um certo modo “português” de improvisar, uma fórmula que todos os participantes nesta “Matéria-Prima” dominam perfeitamente.
Maria João, Júlio Resende, João Farinha, Joel Silva e André Nascimento são os elementos que integram o novo projecto “Ogre”. Música de “mistura”, o “Ogre” define-se como um “gigante devorador de várias linguagens musicais”, com destaque para o jazz, a electrónica ou a pop, erguido em torno de uma voz, a de Maria João, dos pianos e teclas de Júlio Resende/João Farinha, da bateria de Joel Silva e do músico electrónico Joel Nascimento. O resultado é indefinível, avesso a lugares comuns e pleno de criatividade, numa verdadeira mescla de real e virtual.
21 de Março - Concerto de apresentação do projecto “Atlantic Folk Songs” - Sala Suggia - Casa da Música - Porto
Sete compositores portugueses e galegos, das áreas do jazz e da música contemporânea, escreveram temas inéditos para um agrupamento composto por seis instrumentistas do Drumming Grupo de Percussão e por sete elementos da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM). O projecto, intitulado “Atlantic Folk Songs”, pretende reinventar e revisitar a música popular galaico-portuguesa, e tem o seu concerto de estreia no próximo dia 21 de Março, na sala Suggia da Casa da Música, no Porto. Para as “Atlantic Folk Songs”, o Drumming Grupo de Percussão e a Orquestra Jazz de Matosinhos juntam-se numa formação pensada especificamente para a interpretação de oito composições, configurando um cruzamento dos metais da orquestra com as possibilidades da percussão, enriquecido com instrumentos tradicionais. projecto musical tem origem nas investigações e recolhas de etnólogos galegos e portugueses, como Dorothe Schubarthe e Antón Santamarina ou Miguel Giacometti e Fernando Lopes-Graça. As composições que integram o novo projecto têm a assinatura de Zé Eduardo, João Paulo Esteves da Silva, Paulo Perfeito, Ricardo J. Dias, Eduardo Soutullo, Javier Arias Bal, Dimitri Andrikopoulos e Pólo Vallejo. A direcção musical e artística está a cargo de Carlos Azevedo, Miguel Bernart e Pedro Guedes.
No próximo dia 28 de Março, às 21h00, no Centro Cultural de Cascais, as cantoras Maria João, Maria Anadon e Maria Viana unem talentos para apresentar “Vozes 3”, um concerto de homenagem a Luís Villas-Boas, o impulsionador do Jazz em Portugal, falecido em Março de 1999.
Maria João, Maria Anadon e Maria Viana – três vozes distintas e que dispensam apresentações – encontram-se pela primeira vez em palco, num projecto único e pioneiro que promete uma verdadeira celebração do Jazz e surge num período de ouro e maturidade deste género musical em Portugal.A acompanhá-las estará uma secção rítmica composta por duas gerações de músicos: Júlio Resende (piano), João Farinha (piano e teclados), Carlos Barreto (contrabaixo) e Joel Silva (bateria). Do programa do concerto fazem parte temas originais e clássicos do Jazz e algumas obras de compositores americanos do século XX.
A organização do evento está a cargo da Câmara Municipal de Cascais, Blogue Jazz no País do Improviso, Hot Clube de Portugal.
A cantora Maria João e a pianista japonesa Aki Takase partilharam o palco durante 5 anos das suas carreiras, entre o final dos anos 80 e o início dos 90. Este duo viajou um pouco por toda a Europa, e levou Maria João a trilhar novos caminhos, onde deu largas à sua criatividade e génio interpretativo. Aqui ficam dois vídeos de uma dessas apresentações. Fala-se de um reencontro entre estas duas artistas. Esperemos que seja para breve.
17 de Fevereiro - Concerto de apresentação de “Imaginário”
Um ano depois da gravação do seu último trabalho em estúdio, o guitarrista André Fernandes vai dar a conhecer um novo disco, “Imaginário”, num concerto marcado para Lisboa no Auditório da Culturgest, no próximo dia 17 de Fevereiro. Depois do aclamado “Cubo”, de 2007, este novo disco mantém a forte formação anterior, composta, para além do guitarrista, por Mário Laginha no piano e Fender Rhodes, Nelson Cascais no contrabaixo e baixo eléctrico, e Alexandre Frazão na bateria, com algumas variantes. O concerto de 17 de Fevereiro vai ser assegurado pelo quarteto “residente” (Fernandes, Laginha, Cascais e Frazão, com dois convidados: Bernardo Sassetti, piano e fender rhodes e DJRide, em turntable, sampler e efeitos, e outras surpresas que serão desvendadas no dia do espectáculo... Com uma linguagem musical aparentemente simples, que esconde uma grande riqueza melódica e harmónica, André Fernandes afirmou-se já, apesar dos seus 33 anos, como um dos valores mais seguros da cena jazzística portuguesa. O seu percurso inclui colaborações com instrumentistas como Lee Konitz, Julien Arguelles ou Perico Sambeat. O primeiro disco em nome próprio, “O Osso”, surgiu em 2001, seguindo-se-lhe “Howler”, “Timbuktu” e “Cubo”, antes de “Imaginário”.
14 de Fevereiro - Casa da Cultura de Seroa - 21h30
Depois de 15 anos de colaboração estreita e praticamente exclusiva com a cantora Maria João, Mário Laginha editou, em 2006 e 2007, dois trabalhos em nome próprio: “Canções e fugas”, em piano solo, e “Espaço”, em trio com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão. Este concerto em Seroa, Paços de Ferreira, mostra o perfil “solitário” do pianista e compositor. Laginha já confessou várias vezes a sua alegria em tocar integrado num colectivo, mas a sua prestação a solo, além de mostrar uma outra faceta do músico, sinaliza a sua capacidade de criar um universo sonoro completo e convincente.
13 de Fevereiro - OndaJazz - Alfama, Lisboa - 23h30
15 de Fevereiro - Auditório Augusto Cabrita - Barreiro - 21h30
21 de Fevereiro - Teatro Virginia - Torres Novas - 21h30
Lançado no final de 2008, o último trabalho de Maria João e Mário Laginha, “Chocolate”, marca o regresso da dupla a um registo mais próximo do jazz, recriando standards como “I’ve grown accustomed to his face” ou “When you wish upon a star”, e temas originais escritos para o novo CD. Gravado originalmente com uma formação instrumental que inclui contrabaixo, bateria e saxofone, para além do piano de Laginha e da voz de Maria João, o concerto no OndaJazz põe à prova a capacidade do duo de construir um som convincente apenas com voz e piano. Quem os conhece sabe que o desafio será ganho... No Barreiro, o concerto conta com um desenho instrumental em quinteto, próximo do original “Chocolate”, gravado em estúdio.
Fui no passado dia 28 de Janeiro ao concerto de lançamento do álbum de estreia de David Ferreira, "This can't be love". O concerto aconteceu na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa.
Fazem falta ao Jazz português novas vozes, e em particular vozes masculinas. Neste caso, e pelo que me foi dado a ouvir, estamos na presença de um projecto que tem trunfos para se afirmar, entre eles um bonito tímbre, e um conjunto de standards muito bem "arranjados". A conhecer.
Aqui fica a canção que é também o single de lançamento, "Comes Love"
As Criadas, a mais recente criação de João Garcia Miguel, vai estar em cena em Almada, de 5 a 15 de Fevereiro. A peça, que estreou no final de 2008 no CCB, conta a história de duas criadas, e dos planos mais ou menos sórdidos que têm para com a sua "madame". As criadas são brilhantemente interpretadas pelos actores Anton Skrzypiciel e Miguel Borges, que já trabalharam juntos em "Burgher King Lear", outra criação de Garcia Miguel.
Reportagem aquando da estreia:
Ficha Técnica: Intérpretes: Anton Skrzypiciel, Miguel Borges, João Garcia Miguel Tradução: João Garcia Miguel Figurinos: Ana Luena Luz e direcção técnica: Luís Bombico Música: Rui Lima e Sérgio Martins Realização vídeo: Edgar Alberto Apoio ao espaço cénico: Mantos Edição, op. vídeo e fotos: Miguel Nicolau Produção executiva: Marta Vieira Registo documental: Raquel Freire Assistente de figurinos: Catarina Felgueiras Operação de legendagem: Nuno Correia Residência artística: O Espaço do Tempo Convento da Saudação
22 a 25 de Janeiro - Club Jazz Standard - Nova Iorque
Um ano e meio depois de dois memoráveis concertos em Nova Iorque, no mítico Carnegie Hall e na Jazz Gallery, em Junho de 2007, a Orquestra Jazz de Matosinhos(OJM) desloca-se uma vez mais à capital mundial do jazz. Desta vez, para dar quatro concertos no conceituado clube Jazz Standard, localizado bem no coração de Manhatann, entre 22 e 25 de Janeiro.Uma vez mais, a orquestra dirigida por Carlos Azevedo e Pedro Guedes estará em Nova Iorque a convite do grande saxofonista norte-americano Lee Konitz, para interpretar um programa baseado no disco “Portology”, sob direcção do maestro Ohad Talmor.Esta nova deslocação a Nova Iorque confirma o posicionamento da banda portuguesa no patamar mais alto do mundo das big bands de jazz, relevando o trabalho de aproximação do colectivo de Matosinhos aos grandes nomes do meio.
22 de Janeiro - Teatro José Lúcio da Silva - Leiria - 21h30
Composto por temas para serem “degustados” com prazer, o último CD de Maria João e Mário Laginha, “Chocolate”, marca o regresso da dupla a um universo mais marcado pelos sons do jazz. O trabalho agora revisitado em Leiria incorpora temas originais de João e Laginha, e recriações inusitadas de canções como “When you wish upon a star” ou “I’ve grown accustomed to her face”. O concerto desenvolve-se em quinteto, garantindo toda a riqueza instrumental dos novos temas inseridos no novo disco de Maria João e Mário Laginha.
Novos Discos Portugueses (3) Iberiando (Paulo Bandeira) The Newcomer (Miguel Martins) This is It! (André Sarbib) School of Enleitenment (Francisco Pais).
Um toque de Jazz Domingos às 23h00 Um programa de Manuel Jorge Veloso Antena 2 http://www.rtp.pt
MARIA JOÃO (Portugal) voz JOÃO FARINHA (Portugal) piano
15 Jan 2009 - 22:00 M/12 ANOS RECEPÇÃO DO MÓDULO I ENTRADA LIVRE
Dois intérpretes com percursos musicais distintos, mas complementares, encontram-se no mesmo palco para partilhar temas originais e os clássicos do jazz num diálogo para o qual foram convidados a voz, o piano e também a tecnologia informática ao serviço da música e os teclados electrónicos. Esta é, pois, a oportunidade para ouvir Maria João explorar, com o jovem João Farinha, um universo diferente daquele a que nos habituou
Descobri-a hoje em termos musicais. Já tinha ouvido falar nela, e sabia que tinha dado um grande concerto no final do ano passado no CCB. Mas ainda não a tinha "ouvisto". É fabulosa. Foi amor à primeira audição. Concha Buika, volta depressa!
RUI AZUL (Portugal) saxofone WOLFRAM MINEMAN (Alemanha) piano, voz
8 Jan 2009 - 22:00 M/12 ANOS RECEPÇÃO DO MÓDULO I ENTRADA LIVRE
Rui Azul conheceu Wolfram Minnemann nos anos setenta, na cave da casa de Rui Veloso, então seu colega de liceu e amigo. O denominador comum na época e no presente concerto são os Blues, género musical que serve de base para o blues-shout na voz e o boogie/honky-tonk no piano de Minnemann e para o contraponto e discurso do sax-tenor de Rui Azul, onde se distinguem influências do jazz mainstream, de funky-jazz (dos 50's) e de bebop.
10 de Janeiro - Centro Cultural de Vila Flor - Guimarães - 21h30
17 de Janeiro - Auditório Municipal - Seixal - 21h30
Em 10 de Janeiro, no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, e uma semana depois no Auditório Municipal do Seixal, Maria João e Mário Laginha interpretam temas do seu reportório, na têm outros contornos, ganhando em tessitura instrumental e tímbrica, impossível de criar em duo ou mesmo em quinteto. Mais uma razão para encarar estes dois concertos como experiências a não faltar.
Temas do último trabalho gravado em estúdio, “Chocolate”, e canções retirados de um percurso com mais de década e meia compõem o alinhamento deste concerto em Braunschweig, na Alemanha, de Maria João e Mário Laginha. Desta vez, o pianista e a cantora estarão em palco entregues a si próprios, sem o habitual suporte instrumental que costuma dar corpo ao som da dupla. A extrema versatilidade vocal de Maria João e a invulgar capacidade de Laginha de “preencher”, com o piano, a ausência de outros instrumentos, produzem uma abordagem diferente do som dupla, não menos convincente e entusiasmante.